Especialistas querem ajudar





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Agenda: I workshop sobre saúde mental
realiza-se dia 15 de julho (sexta-feira) no auditório
da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Famalicão

Inquéritos internacionais indicam que cerca de 25% dos alunos das escolas públicas se envolvem em comportamentos violentos

Direcionado aos profissionais de Saúde, em particular a enfermeiros e estudantes de enfermagem, mas aberto ao público em geral, o primeiro workshop sobre saúde mental organizado pelo Grupo CESPU – Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitária quer ajudar a promover a saúde mental e a prevenir os comportamentos violentos nas escolas. Os últimos dados indicam que cerca de 25% dos alunos das escolas nacionais se envolvem em casos de bullying. A iniciativa está marcada para dia 15 de julho (sexta-feira), no auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave (ESSVA), em Vila Nova de Famalicão.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde mental tem um papel fundamental no combate ao estigma e à definição de políticas mais inclusivas. Consciente de que “a discussão das problemáticas atuais de saúde mental pode contribuir para uma melhoria da saúde pública”, a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave decidiu organizar um workshop com especialistas, investigadores com trabalhos publicados e profissionais na área da Saúde.

O objetivo é, segundo Joaquim Passos, coordenador da iniciativa em Famalicão, “partilhar conceitos e experiências em contexto clínico e de investigação”, assim como “analisar práticas avançadas em saúde mental e refletir sobre novas perspetivas de intervenção em saúde mental e psiquiatria”.

Uma vez que o bullying é uma forma de pressão social que pode ter um significado traumático na vida das crianças, levando ao surgimento de perturbações mentais e mesmo a comportamentos suicidas, o workshop vai também abordar o tema, considerado “preocupante” pelos profissionais ligados ao ensino e à saúde pública. Para Joaquim Passos, “este tipo de comportamento tem vindo a aumentar nas escolas portuguesas, assim como existe um aumento da continuidade do comportamento por parte dos agressores”, situação que exige também “uma maior atenção” por parte de todos quantos lidam de perto com o fenómeno.

Os inquéritos internacionais indicam que aproximadamente 25% dos alunos das escolas públicas portuguesas se envolvem em casos de bullying. Perto de 13% são vítimas e quase 5% agressores, ao passo que 5,7% desempenham o duplo papel.

“Esta é, de fato, uma temática muito atual e de grande relevo quando abordamos a saúde mental em Portugal, pelo que se considerou pertinente a sua inclusão no workshop”, conclui o coordenador da iniciativa que abre precisamente com um painel dedicado ao Bullying em contexto escolar.