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Vou concretizar alguns exemplos do que a Osteopatia pode tratar, com segurança e com uma taxa de sucesso relativamente elevada.

Podemos começar pela metade superior do nosso corpo, e vou começar pelo pescoço, suportado pela coluna cervical. Esta zona é responsável ou auxilia o agravamento de um grande número de patologias comuns, que normalmente não se associam directamente à coluna cervical, tais como parestesias (vulgo formigueiros), tendinite, epicondilite (cotovelo de tenista), as famosas dores de pescoço, torcicolos e até enxaquecas. 

Todas estas patologias enquadram-se num quadro de síndrome cervical, ou seja, um conjunto de sintomas associados à coluna cervical, e todas estas patologias podem ser tratados pelas técnicas osteopáticas.

Para o final deixo "a" patologia, a que assusta mais, a famosa Hérnia Discal. Antes de a descrever vou apenas usar-me de uns dados relativos a um estudo feito por um conceituado osteopata, François Ricard D.O.. Nesse estudo, François Ricard conclui que apenas 10% das hérnias de disco são de resolução cirúrgica, tendo os restantes 90% tratamento osteopático válido. 

 Estes dados deixam-me a pensar em vários fenómenos aparentemente inexplicáveis da nossa sociedade... Passarei a explicar brevemente em que consiste uma hérnia de disco (dedicarei um artigo exclusivo a esta patologia). Uma hérnia de disco (HD) será um abaulamento do disco intervertebral, que é uma estrutura que intermedeia as vértebras, criando uma "almofada" que, ao mesmo tempo que permite absorver e distribuir as pressões resultantes dos choques, concede a mobilidade articular a que estamos habituados. Esse abaulamento pode ser precedido por uma inflamação de disco (discopatia simples), e aqui o paciente apenas sentirá umas dores eléctricas esporádicas, sem grande limitação da mobilidade. 

A discopatia é a patologia incial da HD, daí merecer a nossa especial atenção. As dores fortes características da HD provêm não do disco (que é relativamente desinervado e portanto não sente dor) mas sim do contacto do disco com estruturas periarticulares, tais como ligamentos, tendões ou raízes nervosas. Assim, o objectivo primordial do osteopata será libertar estas pressões intradiscais que o abaulam, libertando assim o contacto que o disco estaria a fazer com as estruturas circundantes. Este trabalho é executado com manipulações bem específicas sobre a coluna cervical, favorecendo sempre a tracção e a criação de uma pressão negativa sobre o espaço entre a vértebra e o disco intervertebral. Consegue-se assim tratar não só o sintoma, mas resolver tendencialmente a origem da patologia. Este tratamento irá ser complementado com cuidados posturais do paciente assim como com medicação específica, regra geral homeopatia organoterápica ou medicina ortomolecular. Mais uma vez coloquem dúvidas... e tratem-se!!

 

Dr. Daniel Valpaços
Osteopata D.O


http://osteopatiaemportugal.blogspot.com/2006/01/diga-o-que-tem-direi-se-posso-ajudar.html