Portugal lidera falta de formação dos condutores em primeiros socorros


      
50% das mortes na estrada ocorre na primeira hora após o acidente



A conclusão é do inquérito "Conhecimentos de primeiros socorros dos automobilistas", em que Portugal participou através do ACP e da Cruz Vermelha, e que procurou analisar a capacidade de resposta em caso de sinistro e de assistência em primeiros socorros.


O inquérito realizou-se em 14 países europeus numa altura em que os estudos sobre sinistralidade revelam que o índice de mortes nas estradas após um acidente é de cerca de 50% durante a primeira hora, 15% entre a primeira e a quarta hora e e 35% para além das 4 horas.

Resultados de Portugal no inquérito:
Para os países da UE, a Diretiva 2000/56 recomenda fortemente os Estados-Membros a tomarem medidas para assegurar que os candidatos à carta de condução saibam como comportar-se em caso de acidente, pois eles podem avaliar as vítimas de acidentes rodoviários e executar ações de emergência, tais como a evacuação de passageiros e a prestação de primeiros socorros.

Ainda assim, entre os países participantes neste inquérito existem alguns onde não existe obrigatoriedade de prestar formação em primeiros socorros aos candidatos a condutores: Bélgica, Espanha, França, Finlândia, Itália e Portugal são alguns desses países. Em contrapartida, na Alemanha, Áustria, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, República Checa, Sérvia e Suíça já possuem um sistema de formação em primeiros socorros que é lecionado aos futuros condutores.

Segundo Luís Barbosa, presidente nacional da Cruz Vermelha Portuguesa "os acidentes acontecem quando menos esperamos e a aplicação de técnicas de primeiros socorros nos minutos a seguir podem fazer a diferença entre a vida e a morte, quem sabe na de um familiar, amigo ou colega."

Na opinião do presidente do Automóvel Clube de Portugal "Este inquérito revela que o ensino da condução em Portugal continua a ser mau e cheio de falhas. Esta é mais uma".