Cidades europeias, africanas e asiáticas são as mais caras para expatriados devido a flutuações da moeda e do impacto da inflação em bens e serviços
· Luanda é a cidade mais cara do mundo, pelo segundo ano consecutivo;
· Quatro das dez cidades do Top 10 do ranking deste ano encontram-se na Ásia: Hong Kong (3), Singapura (4), Tóquio (7) e Shangai (10)
· Lisboa situa-se no 94º lugar do ranking num total de 211 cidades. No ano anterior situava-se na 109ª posição, tendo subido 15 posições.
· Uma refeição de fast food em Lisboa custa em média 4,95€ e em Luanda pode custar 13,89.
· Em contrapartida, Luanda apresenta um custo de 1l de gasolina de 0,45€ e Lisboa 1,6€.
Ler mais aqui: http://revistasaudehoje.blogspot.pt/2014/07/ranking-de-cidades-estudo-global-sobre.html
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Outras cidades mencionadas no top 10 das cidades mais caras para expatriados da Mercer são Berna, Moscovo e Shangai. Karachi, que ocupa a 211ª posição, é a cidade menos dispendiosa do mundo para expatriados. O estudo revela que Luanda é três vezes mais dispendiosa do que Karachi.
De acordo com Tiago Borges, “Enquanto as multinacionais continuarem a
reconhecer a importância de ter uma equipa global e as funções corporativas
continuarem a prevalecer, devem estar preparadas para monitorizar e equilibrar
o custo dos seus programas para expatriados. As entidades empregadoras necessitam
de avaliar o impacto das flutuações da moeda, da inflação e da instabilidade
política quando enviam funcionários para o estrangeiro, sendo esta uma forma de
assegurar que mantêm funcionários talentosos ao oferecer pacotes de remuneração
competitivos.”
As flutuações monetárias e o
impacto da inflação nos bens e serviços influenciaram o custo dos programas de
expatriados, bem como os rankings das cidades.
“É interessante perceber que
diversas cidades mudaram de posição na lista este ano, devido a grandes
aumentos tanto nos custos de alojamento como nos níveis de procura, somando a uma
moeda local forte. Dhaka e Nairobi (ambas 117) e o Dubai (67) subiram para 37º,
30º e 23º lugar, respetivamente”, conclui.
Europa, Médio Oriente e
África
Quatro
cidades europeias permanecem no top 10 da lista das cidades mais caras. Zurique
(5) é a cidade europeia mais dispendiosa da lista, seguida por Genebra (6) e
Berna (8). A Suíça continua a ser um dos locais mais caros para expatriados devidoà
ligeira apreciação do franco suíço contra o dólar americano. Moscovo (9) e São
Petersburgo (35) caíram sete e doze posições, respetivamente, devido a uma
depreciação do rublo em comparação com o dólar americano.
No
geral, as cidades da Europa Ocidental subiram todas no ranking principalmente
devido ao fortalecimento das moedas locais comparativamente ao dólar americano.
Mais concretamente, cidades no Reino Unido e na Alemanha comportaram as maiores
subidas no ranking, com Glasgow (108) a subir quarenta e nove lugares desde
2013, enquanto Aberdeen (94) e Birmingham (90) subiram trinta e quatro e
quarenta e cinco lugares, respetivamente. Munique (55) aumentou vinte e seis
lugares relativamente ao ano passado, Frankfurt (59) subiu vinte e quatro
lugares.
Paris
(27) subiu dez posições relativamente ao ano passado, Milão (30), subiuonze
lugares, Roma (31), escalou treze e Viena (32) ascendeu dezasseis posições.
Como
adianta Tiago Borges, “Apesar do aumento moderado de preços na maioria das
cidades europeias, grande parte destas sofreu o efeito derivado de umaligeira
valorização do euro face ao dólar americano, o que provocou a subida da maioria
das cidades da Europa Ocidental no ranking. Houve alguns aumentos nos custos de
alojamento, devido a uma forte procura de arrendamentos, o que também originou
a ascensão no ranking de algumas cidades europeias, mais concretamente
Copenhaga, Amesterdão e Frankfurt.”
Muitas
cidades da Europa Oriental e Central, no entanto, caíram no ranking como
resultado da desvalorização de moedas locais contra o dólar americano. Praga
(92), Almatty (111) e Minsk (191) caíram dezanove, dezasseis e quatro lugares
respectivamente.
No
Médio Oriente, Tel Aviv (18) permanece como a cidade mais cara da região para
expatriados, seguida de Beirut (63), Dubai (67) e Abu Dhabi (68). Jeddah, na
Arábia Saudita (175) continua a ser classificada como a cidade da região menos
dispendiosa. “Várias cidades no Meio Oriente deram um salto no ranking, estando
a ser empurradas pelo decréscimo de outras localizações bem como pelo forte
aumento dos custos de alojamento para expatriados, particularmente em Abu Dhabi
e no Dubai.
Algumas
cidades africanas continuam com uma classificação elevada no estudo de 2014, o
que reflete custos de vida elevados e preços altos de bens para funcionários.
Luanda (1) permanece como a cidade mais cara para expatriados em África e
globalmente, e Ndjamena segue em segundo lugar. Vitória, Seychelles (13) é a
seguinte cidade mais cara em África, seguida por Libreville, Gabão (19). Na
África do Sul, a Cidade do Cabo (205) caiu oito lugares no ranking, refletindo
a desvalorização que o rand sofreu comparativamente ao dólar americano.
América
As
cidades nos EUA ascenderam no ranking não só devido à relativa estabilidade do
dólar americano face às outras moedas, como pela queda significativa de algumas
cidades noutras regiões, o que resultou na subida das cidades americanas na
lista. Um aumento no mercado de arrendamento puxou Nova Iorque 8 lugares para a
16ª posição, a cidade da região mais cara no ranking. Los Angeles (62) subiu 10
lugares desde o ano passado, enquanto São Francisco (74) saltou dezoito
lugares. Entre outras cidades principais dos EUA, Honolulu (97) galgou vinte
lugares, Miami (98) subiu dezasseis e Boston (109) escalou catorze posições.
Cleveland (167) e Winston Salem, Carolina do Norte (182) continuam como as
cidades menos dispendiosas do estudo para expatriados.
De
acordo com o estudo, “Apesar de termos assistido a uma subida de cidades
americanas no ranking deste ano, em parte devido à força do dólar americano, é
importante referir que os custos mudam consoante a volatilidade da moeda, o que
torna os custos dos no estrangeiro, umas vezes maiores e outras menores.”
Na
América do Sul, São Paulo (49) é posicionada como a cidade mais cara, seguida
pelo Rio de Janeiro (65). No entanto, ambas caíram trinta e trinta e seis
posições, respetivamente, como resultado da desvalorização do real brasileiro
contra o dólar americano, apesar dos aumentos nos preços de arrendamento.
Buenos Aires também caiu significativamente este ano para 86 na classificação,
após a desvalorização da moeda, e apesar de um forte aumento no preço de bens e
serviços. Outras cidades na América do Sul que tiveram uma queda na lista das
cidades mais caras para expatriados foram Santiago, no Chile, que desceu vinte
e cinco posições ficando em 88º lugar e Bogotá, que passou para 98 após cair
trinta e oito posições. Manágua, Nicarágua (207) é a cidade menos dispendiosa
do continente da América do Sul.
Como
explicado, a taxa de câmbio tem um grande impacto na classificação de cidades.
Este ano, a Mercer deixou Caracas fora do ranking devido a diversas situações
de taxa de câmbio complexas; a sua classificação teria uma grande variação
dependendo da taxa de câmbio oficial seleccionada.
As
cidades canadianas desceram no ranking deste ano com a cidade do Canadá com a
posição mais alta, Vancouver, a cair trinta e dois lugares para a 96ª posição.
Toronto (101) caiu trinta e três posições, enquanto Montreal (123) tombou vinte
e oito posições. A classificação de Calgarydesceu para a 125ª. “O dólar
canadiano enfraqueceu significativamente comparando com o dólar americano, o
qual é responsável pelas principais descidas registadas no estudo deste ano”.
Àsia Pacífico Quatro
das dez cidades do Top 10 do ranking deste ano encontram-se na Ásia. Destas, a
mais cara, Hong Kong (3), subiu três lugares desde o ano passado. Singapura (4)
é a cidade que se segue mais cara da região, ganhando uma posição em relação ao
ano passado, seguida por Tóquio, a qual se encontra na sétima posição, tendo
caído quatro lugares este ano. Ascendendo quatro lugares desde o ano passado,
Shanghai (10) é a próxima cidade Asiática na lista, com Beijing atrás (11),
Seul (14) e Shenzhen (17).
O
estuda da mercer demonstra também que as Cidades japonesas caíram no ranking
deste ano como resultado da desvalorização do yen em relação ao dólar
americano”. “No entanto, as cidades chinesas subiram na classificação,
incluindo Shanghai, Beijing, e Shenzhen, devido à valorização do yuan chinês.”
As
cidades australianas testemunharam algumas das quedas mais acentuadas deste
ano, atendendo à depreciação da moeda local em relação ao dólar americano.
Sydney (26), a cidade australiana do ranking mais cara para expatriados, e
Melbourne (33) caíram dezassete lugares enquanto Perth (37) desceu dezanove
lugares.
Mumbai
(140) é a cidade mais cara da Índia, seguida por New Delhi (157) e Chennai
(185). Bangalore (196) e Kolkata (205) são as cidades indianas menos
dispendiosas do ranking. Noutros lugares da Ásia, Bangkok (88) desceu vinte e
dois lugares desde o ano passado. Kuala Lumpur, Malásia, ocupa a 115ª, seguida
por Jakarta, Indonésia que se encontra na 119ª, caiu quarenta e oito lugares
desde 2013. Hanoi saltou três posições para a 113ª posição. Karachi, Paquistão
(211), continua a ser a cidade da região menos cara para expatriados.
Sobre a MERCER
A
Mercer é líder global em serviços de consultoria nas áreas de talentos,
benefícios, pensões e investimentos. A Mercer ajuda os seus clientes a promover o bem estar e desempenho do seu activo mais
importante – As Pessoas.
Os
20.000 colaboradores da Mercer estão distribuídos por 43 países.
A
Mercer faz parte do grupo Marsh &
McLennan Companies (NYSE: MMC),
composto por empresas que oferecem as melhores soluções nas áreas de Risco,
Estratégia e de gestão de Recursos Humanos. O volume de negócios anual do Grupo
Marsh & McLennan Companies ultrapassa os 11.000 milhões de dólares e conta
com mais de 53.000 colaboradores.
Deste
grupo fazem também parte a Marsh, líder mundial em corretagem de seguros
e gestão de riscos; a Guy Carpenter, líder mundial em serviços de riscos
e corretagem de resseguros; e a Oliver Wyman, líder mundial em
consultoria estratégica.
Em
Portugal (Lisboa e Porto) desde 1993, a Mercer conta com uma equipa com mais de
160 profissionais que desenvolvem soluções para os desafios específicos dos
seus clientes a nível local e global.
Figura 1: Top 10 das cidades mais caras para
expatriados
Posição a partir de Março
|
Cidade
|
País
|
|
2013
|
2014
|
||
1
|
1
|
LUANDA
|
Angola
|
4
|
2
|
N'DJAMENA
|
Chad
|
6
|
3
|
HONG KONG
|
Hong Kong
|
5
|
4
|
SINGAPURA
|
Singapura
|
8
|
5
|
ZURIQUE
|
Suíça
|
7
|
6
|
GENÉBRA
|
Suíça
|
3
|
7
|
TÓQUIO
|
Japão
|
9
|
8
|
BERNA
|
Suíça
|
2
|
9
|
MOSCOVO
|
Rússia
|
14
|
10
|
XANGAI
|
China
|
Fonte:
Pesquisa do Custo de Vida da Mercer
Figura 2: Comparação dos custos
de vida - Top10 cidades 2014
(Compras efetuadas em estabelecimentos de
preço médio em Euros)
Birmingham
|
Luanda
|
Londres
|
Hong Kong
|
Singapura
|
Tóquio
|
Beijing
|
Sydney
|
|
Arrendamento de um
apartamento de luxo com dois quartos, sem mobília (por mês)
|
1030.79
|
4837.11
|
3638.07
|
5100.98
|
2718.50
|
3157.56
|
2699.38
|
2099.14
|
Cinema, estreia internacional, 1 lugar
|
11.52
|
9.39
|
15.77
|
8.50
|
7.23
|
12.92
|
10.20
|
12.47
|
Um par de calças
|
90.95
|
177.95
|
90.95
|
94.37
|
92.49
|
90.42
|
106.78
|
72.13
|
1 Jornal diário
internacional
|
2.18
|
N.A.
|
2.18
|
2.83
|
2.89
|
3.73
|
3.84
|
3.94
|
1 Chávena de café,
incluindo o serviço
|
2.73
|
2.25
|
3.27
|
4.86
|
3.70
|
4.52
|
5.88
|
3.94
|
Refeição de
Hamburguer Fast Food*
|
5.32
|
13.89
|
5.32
|
2.59
|
4.19
|
4.80
|
3.48
|
5.87
|
Um litro de gasolina sem
chumbo, 95 octanas
|
1.69
|
0.45
|
1.69
|
1.59
|
1.27
|
1.17
|
0.98
|
1.08
|
Leite pasteurizado integral,
acima de 2,5% de gordura (1lt / 33,8 oz)
|
1.21
|
2.67
|
1.21
|
2.25
|
2.00
|
2.02
|
2.46
|
1.74
|
1 Litro de refrigerante
|
1.21
|
1.43
|
1.21
|
0.76
|
0.77
|
1.28
|
0.41
|
1.39
|
NovaIorque
|
Buenos Aires
|
Joanesburgo
|
Vancouver
|
Moscovo
|
Lisboa
|
|
Arrendamento de um apartamento de luxo com
dois quartos, sem mobília (por mês)
|
3884.34
|
1685.66
|
1000.09
|
1458.04
|
3444.61
|
1150
|
Cinema,
estreia internacional, 1 lugar
|
10.63
|
6.52
|
3.87
|
8.35
|
7.70
|
6.7
|
Um par de calças
|
41.04
|
92.23
|
70.01
|
63.36
|
102.14
|
101.95
|
1 Jornal diário internacional
|
1.83
|
N.A.
|
2.13
|
2.09
|
6.24
|
3.3
|
1 Chávena de café, incluindo o serviço
|
2.20
|
2.24
|
1.33
|
3.15
|
4.99
|
2.5
|
Refeição de Hamburguer Fast Food*
|
5.81
|
4.10
|
2.73
|
5.07
|
4.27
|
4.95
|
Um
litro de gasolina sem chumbo, 95 octanas
|
0.77
|
1.02
|
0.93
|
0.89
|
0.69
|
1.6
|
Leite
pasteurizado integral, acima de 2,5% de gordura (1lt / 33,8 oz)
|
0.87
|
1.14
|
0.89
|
1.98
|
4.99
|
0.75
|
1
Litro de refrigerante
|
0.92
|
0.95
|
0.83
|
0.91
|
1.13
|
0.99
|
*Em Luanda nesta categoria foi substituído o Hamburguer
Fast Food por uma sandes de bar e refrigerante na ausência estabelecimentos de
fast food como forma de comparação.

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